Por quê?



Por quê?*


Ei, você, sabe por que
os porquês só dão problema?
Vou te dizer o porquê:
ninguém disse o esquema.
Só entenda que o “porque”
funciona como “pois”
é a tal da conjunção
liga as coisas (e apois?)
o “por que”
é só um “por”
com pronome “que” bem divo**
e “o porquê” que vem junto
é o apenas “o motivo”
(“porquê” é substantivo)

espero que alguém entenda
porque eu já expliquei
nesse esboço de poema

*quando é final da frase
o tal do “quê” se acenta
**acentua, corrigindo
e pra terminar bem lindo
eu explico esse bem divo
que troca por “pelo qual”
ou então “por que motivo”
(e nem perde o sentido
porque já foi definido
e bem substituído)

Dija Darkdija


poemago[ni]zante

poemago[ni]zante


A poesia não precisa
que deem o tema
é uma comedora (nata)

estupradora de espólios
e spoilers (do futuro)

a poesia fode tudo
num sobra (nada)
não tem linguiça
nem mesmo trema
e faz seu furo.

(que duro…)

Dija Darkdija

olhos de ver


olhos de ver

olhe com os olhos

de.ver

e veja

que as coisas sentem

mesmo que tentem

te cegar

os olhos de ver

estão lá

pra quem

quiser enxergar

o que o coração

tão bem sente

olhos que se fecham

ao mundo -

portas trancadas.

(só se vê poesia…)


Dija Darkdija e Amanda Vital

Furto



Furto

robaru a vontade

diversá

escrevo então

sobre o furto do surto

a prosa sequestrou a vontade

e a vontade teve vontade

de ser outra vontade

por vontade própria

cheia das vontades

ela é

eu só sigo suas vontades

e curto


Dija Darkdija

Aquela casa


Era esquisita. Não importa o quanto eu lembre, a casa é esquisita. Parecia uma mistura de casa, antiquário e castelo medieval. Casa por…bem, ser por ser uma casa, oras, e de um jeito que parecia um micro castelo medieval, ou ao menos uma casa de um grande senhor, com aquelas grade altas de ferro e aquelas colunas e minimuro de tijolinhos. O mais intrigante, porém, era o lado antiquário da casa. Um antiquário um pouco mal cuidado, eu diria, mas um antiquário ainda assim. Uma estária aqui, umas…colunas? Ou algo do tipo ali. Um jardim de planta e tralhas diversas das quais não consigo lembrar. Na verdade, o que eu acho que me chamou mais a atenção na casa era a aura de abandono que possuia. Fiquei e não fiquei com vontade de entrar. Aham, fiquei e não fiquei mesmo. Esquisitamente indeciso, sabe, assim como soa aos ouvidos. “Ah, eu devia ver se tem alguém, mas…” e “ah, eu devia deixar pra lá, né, mas…” ao mesmo tempo. Até estragarem minha graça. Mas eu não vou (e vou) fazer o mesmo com vocês.


Dija Darkdija

AmorAmanda

AmorAmanda

Este eu sempre foi dark

nunca vai deixar de ser

virou darkiluminado

de agora até morrer

uma luz bem de bom grado

ilumina seu viver

A luz tava apagada

não sabia ser Vital

moça multitalentada

dentro dela o divinal

muito da bem apanhada

só fiz acender e tal

E tem tudo no lugar

lá por dentro

cá por fora

não há como por melhora

sem Amanda estragar

fico então só a amar

a perfeição em um ser

Mesmo que não acredite

é mais top que os ares

não importa o que eu explique

ou como exemplifique

não há nada que a define

nós somos complementares

tristeza não mais existe

Essa veio limitada

Só tem uma no universo

E enfim, é tanta coisa

que num cabe nem no verso

Amanda é moça amada

eu que amo e me despeço


Dija Darkdija


contudo

com tudo que há em

contudo

se faz um “mas” bem

posudo
contudo tem pouco uso
(é triste heim
ou meio confuso)

Dija Darkdija


Poemaugustando(is) sonetorto



A viage é meio manca
quando eu proso
o verso estanca


Poemaugustando(is) sonetorto

o mundo pranteia prateia
a si num banquete de desgraça
este estrume do nosso mundo

(sem fundo)

 e em tuas mãos de tuas mãos por tuas mãos
o circuladô não pode ser seria se cera que será
escorrega para fina para grossa encanação
em cana ação ladra mim rouba de mim

auto roubo alto lá em cima as nuvens nas nuvens
espaço sider all na minha mind chei d’insight
lá fora (o mundo) lá fora pranteia
eurio cheio de uau que diz

eu sou cadeira beira
sem eira flutu-ando (vagabundo)

Dija Darkdija

Poemonstro




Poemonstro


sou um (bizarro)
montro da poesia
a (poesia) tento como
eu mesmo

não viro a cabeça pra trás
viro as regras (ao avesso)
e me venço quando esqueço
de eu mesmo

vi.ajando a esmo
(eu mereço)

Dija Darkdija

Poema de quinta




Poema de quinta

so
cai
pira
pica
porra
nossa
senhora
deeeee
saparecida!

[lokão tristão
pirou na isoldinha
madre silva e bastão]

um dia eu acho
a perseguida

(mermão
q viage do carai
[ou não])

Dija Darkdija

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A arte da viajosidade -on tumblr

A arte da viajosidade posta poesias, textos em geral, e uns desabafos de vez em quando, graças ao autor esquisito que tem e que se auto intitula "Dija Darkdija". Com a palavra, ele mesmo: Então, primeiramente obrigado pela visita e sua paciência em ler, e se gostou e quer comentar algo, não se acanhe. Não me importo em ver uma "análise técnica do poema" ou um simples "ah, legal". Ambos mostram que você realmente passou por aqui e me incentivam a continuar escrevendo. Se também não gostou ou tem alguma sugestão/crítica construtiva, também será bem vinda. Acho que é só o que tenho a dizer. Antes de me despedir, deixo um texto para refletirem, se quiserem, claro. O texto foi retirado do meu "off blog", que se chama Memórias de um aprendiz. Leia e Reflita. Seja bem vindo, aprecie A arte da viajosidade e volte sempre, se quiser. Obrigado novamente pela visita. Retweets Recentes free counters

 

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